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Escala




não sei se atual
virtual potencial...

meu ser esvazia
(des)ata nós

são tantas teias
verdades & meias
carro-céu susten-
idos bemóis

in.conclusão



*Imagem disponível no Google.

feiúra rósea ou das repetições


e agora José?...
e agora Maria?...

a quantos pés
rés / voltas

trafegas poesia?


quis cicuta
estricnina

repetição cretina:

ora eu
ora você

quis esvair candura
a feiúra rósea

por todos os poros
esporas

a mim
a ti enrijecer



*Imagem localizada aqui.

quando turvas



que tu prefiras ficcional
enquanto aglomero tecidos
- olhos e lábios

isso gera voos à nau frágil
além de certa tendência
em apreender aparências
quando turvas realidades





Quando o amor dança...





Meu olhar te adicionou
Tu subtraíste a distância
Multiplicamos as horas
Dançamos todos os boleros
Vem que eu te quero

  A cuba libre
 O desejo preso
Dividimos os passos
Dois pra lá, dois pra cá
Noves fora...
Restou nada


(Wania Victoria)

Imagem da internet, desconheço a autoria
 








Simbiose


Ela desejou tê-lo desconhecido...
.................não provocado gosto em sua língua
.......................................tez que se espalha quando si-
mula e deixa na boca um meio amargo,
......................quero mais...





*Imagem sem autoria disponível no Google.

Tapa de Luva


Trouxe a você minha paz
desarmada, sem sofismas...
Recebi em troca tenaz
mudas de palavras, cismas

Amarradas com um sisal, por ti
dos restos das folhas de buriti.
Invertendo desse rastro , a asneira
trouxe-te uma bela pulseira.

não de restos de folhas. Das sementes...

para te mostrar, o ar feliz de uma dama
que recebeu de ti o que se fez presente.

Lacrado amor

imagem mail


Há seres assim, meio homem, meio deus
Acolhem a ave e as asas lhe cortam
Tratam-na como a uma presa
Não se embaraçam na hora do adeus
Se parte a ave, mais nada importa

Sendo assim, toda noite é bendita
Benditas por estarem já lacrados
No túmulo de um amor pré-construído
Resta a dúvida da cor do amor devido

A presa é a dor que a eles, aborta.


 

metros de chuva

arte: Boris, 1997.


Não posso dizer se a chuva passou

nem se lágrimas deixaram de brotar

em minha face então fria.


Nem se tempestades cessaram

seus cantos brios

nas noites cinza de ventania.


Não posso dizer se esqueci

tampouco se lembrarei.

Não posso dizer se sofri

porquanto se o amei.


Quisera ter a bússola do tempo

ou um paiol do teu alimento.

Quisera ter o discernimento

pra sustentar o meu riso

e o teu lamento.


Mas se chegaste ao meu domínio

trataria de recusar:

De que me vale tal envaidecimento

se meu barco segue sempre a vagar?...


Mas se fosse pro teu encantamento

eu rezaria até formar:

Uma tempestade de firmamento

com metros de chuva

à luz do meu riso e teu luar.



by hercília fernandes


Bendito Cansaço



Fecho-te as pálpebras com meu beijo.
Pálpebras quase pretas do cansaço
Da longa jornada, tal
borboleta em asas
Leves, mas cansadas, e repousas no meu
Abraço.

Minha boca beija muda a tua mão
Não como bênção, mas em reverência
À tua ânsia de trabalhar para conseguir
Pintar teu sonho, lapidar em negro carvão
O almejado descanso.

Pronto.
Deixa-te dormir, fluir...
e num pouso manso
.......... eu velo teu sonho!