o homem
da rua sem poste
esgueira-se do dia
tatua no corpo
o sol da meia noite
sombra estirada
na lápide do lume
olhos que veem
mãos que apalpam
sem a clarividência do sol
sem o estrondo do cotidiano
o homem da rua sem poste
há de viver cem (sem) anos
Úrsula Avner
* Esse poema foi postado no meu blog há um tempo atrás e hoje resolvi postá-lo aqui no Maria Clara... Um abraço a todos e todas.