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Postagem Simplesmente Poesia (4)


luz & cinzas
em
quando virou borboleta




ontem, embriagado,
queimei os meus poemas
[e no fogo
as metáforas fizeram-se belas
em luz e cinzas].
seria, pensei, libertar-me da âncora
das nossas memórias. ledo engano.
aqui estou agora resgatando-as.
para mim. exclusivamente para mim.
de você não sei sequer se vive,
além da que morreu
quando virou borboleta.


Fred Matos in: Anomalias (2002).


Para leitura integral do poema,
dirija-se ao Nas horas e horas e meias.