Crua



Assim
que chega
ao lar,
livra-se
de anel,
brinco
e colar...

Por isso,
não se tatua.
Sem o prazer
de despir-se
toda,
nunca mais
estaria nua.


Poema publicado em 12 de julho no Doce de Lira.

14 comentários:

Úrsula Avner disse...

Oi Renata,

belo poema... Mesmo quando os versos são singelos você consegue ser expressiva, reflexiva e marcante em seus textos poéticos. Bjs.

Lua Nova disse...

Que coisa mais doce, mais lírica.
Gostei demais... tão delicado e sensual.
Fazia algum tempo que não vinha aqui e, graças a Deus a perda não é irreparável. Já me pus em dia e me encantei palavra por palavra. Vc escreve com leveza e densidade ao mesmo tempo e isso é um dom invejável.
Parabéns.
Uma semana criativa e feliz para vc.
Beijos.

Mirze Souza disse...

Ai Renata!

Que beleza! Um lirismo de tirar o fôlego!

Beijos

Mirze

Hercília Fernandes disse...

Belo, Renata.
Simples e profundo, simultaneamente.

Não tenho nada contra tatuagens, mas, para mim, nada melhor do que sentir-me inteira e em liberdade. Chegar em casa e poder retirar as vestes [incluindo as sociais...] é "tudos".

Beijos com carinho,
H.F.

Albuq disse...

Oi Renata,

linda poesia, que inclusive li no Doce Lira mesmo.
perfeito! bjs

Lara Amaral disse...

Renata, linda e delicada, sempre.

Beijos.

leila saads disse...

é só uma nudez diferente - a da tatuagem.

Patrícia Gonçalves disse...

Lindo poema, já conhecia, te disse que você havia escrito a mais linda justificativa para eu não me tatuar!

beijos!

Adriana Karnal disse...

Renata,
Há uma sensualidade implícita no poema...muito delicada e sutil aliás...

Luiza Maciel Nogueira disse...

e é lindo esse poema.

bjs

Juan Moravagine Carneiro disse...

Belo poema...
Belíssima imagem...

perfeita colagem

abraço

aluisio martins disse...

poema lindo
poema lido
poeta indo e vindo
abs

Lou Vilela disse...

Expressiva nudez.

Bjs

Renata de Aragão Lopes disse...

Obrigada a todos
pela leitura e comentário!

Beijos!