* Cativeiro *

arte : Gustav Klimt

o rio
ficou preso
em meus olhos
tão fundo em mim
tossiu tossiu
até engasgar

conheci um homem da lua
não me quis
casou-se com Maria Clara
escura como trovão

sou escrava do rio
( ou foi ele que cravejou cá dentro ?)
nunca mais
sairá de mim

Úrsula Avner

15 comentários:

Úrsula Avner disse...

Queridas amigas do blog e visitantes,

fiz a postagem nesse domingo á noite porque amanhã, dia em que oficialmente deveria postar, estarei super ocupada. Espero que apreciem o poema. Um abraço afetuoso a todos.

Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ NARA CABRAL Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ disse...

OLA QUERIDA
LINDO POEMA
BOA SEMANA

AC disse...

Há coisas que nos penetram tão profundamente que passam a fazer parte de nós.
Belo poema, Ursula!

Beijo :)

Mirze Souza disse...

Que coisa mais linda, Úrsula!

Um verdadeiro encanto!

Beijos

Mirze

Wania disse...

Úrsula

O amor tem estas duas faces, ou liberta ou escraviza!


Linda poesia, linda tela de Klimt!

Bjs

Adriana Godoy disse...

Apreciei sim. Muito bonito. Beijo

Albuq disse...

Úrsula que lindo... existe em mim muitas pessoas cravejadas.

Lara Amaral disse...

Uma das coisas mais lindas que vc já escreveu. Ainda bem que está a escrever sempre e a nos presentear cada vez mais com sua alma sensível!

Beijos, linda.

Taninha Nascimento disse...

Oi, Úrsula!

Poema rico em belas imagens.

Gostei!

Um beijo!!

Nilson Barcelli disse...

Excelente poema, querida amiga.
Beijos.

Adriana Karnal disse...

ùrsla,
rio está preso, precisa desaguar...poesia líquida, como diz Balmann...adorei.

Úrsula Avner disse...

Obrigada a cada amiga e amigo que aqui deixou seu carinho em forma de comentário. Um abraço afetuoso a todos.

Hercília Fernandes disse...

"conheci um homem da lua
não me quis
casou-se com Maria Clara
escura como trovão"

Úrsula, que poema RIO mais lindo?!... Adorei as suas águas!

Belíssimo, Amiga. Espero que o rio permaneça perene nas águas límpidas [também turvas] da Maria Clara.

Beijos,
H.F.

Úrsula Avner disse...

Obrigada Hercília por seu rico comentário e pelo carinho de sempre. Bjs.

Lou Vilela disse...

Boa tecitura, Úrsula!

Beijos