Quisera esmerilhar
o sono guardado
em nuvens brancas
fazer esguichar do tempo
vontades aprisionadas
balançar as ancas
soltar ao vento
borboletas encarceradas
Quisera enxergar
um clarão no beco
Na opacidade do corpo
as matizes
Sob a pele do estrondo
o sossego
Na carniça
perdizes
(apenas) sonhos á vista
Úrsula Avner
