Postagem Simplesmente Poesia (5)

Chegando ao fim do mundo

arte de Vanessa Azevedo



Manifesto: o que não precisamos

Fernando Cisco Zappa



não precisamos de bandidos

não precisamos de guerras

não precisamos de ódio

não precisamos de metalúrgicos

não precisamos de pedagogos

não precisamos de sociólogos


não precisamos de faustão nem sílvios nem santos

não precisamos ficar parados diante da tv contando o tempo para o fim

não precisamos mais dizer que isso é assim sempre assim e será assim

não precisamos ficar repetindo sempre repetindo as mesmas e mesmíssimas palavras


o planeta não precisa dos humanos

não somos nada precisos

temos tudo isso e o desperdício


amor é amor

estamos perto do fim



*leia in te gral mente o texto em:

Cisco Zappa: nas ciclovias insurgentes e brincriativas.



4 comentários:

Mirse disse...

Fernando, parabenizo - oPelo belo manifesto.

Na realidade só precidsamos mesmo é de muita PAZ.

Corretíssimo!

Beijos

Mirse

Maria Clara Pimenta disse...

Mirse,

também amei o texto do Fernando, há muitas verdades expostas sobre a mesa.

Mas, aqui, como você deve ter percebido já que conhece esse poema insurgente do Cisco Zappa, o texto encontra-se decomposto. É um cartão-postal. O leitor deve se encaminhar ao espaço do autor para ler o texto in te gral mente.

Obrigada, minha amiga, por sua presença constante no Sim ples mente poesia.

Beijos :)

Mirse disse...

Maria Clara, na primeira leitura, apesar de já conhecer todo o belo poema do Fernando Cisco Zappa, recorrir ao exposto no rodapé da página.

Meu comentário foi suscinto, porque já o sei quase de memória.

Mas é bom que outros leitores não tão atentos façam o que fiz.

Grata!

Beijos

Mirse

Hercília Fernandes disse...

O texto [insurgente] do Fernando é fantástico. Nos leva a refletir a condição do humano pós-modernidade.

Será que precisamos de tamanha especialidade para explicar a existência? Será que temos dado conta dos efeitos que a própria "sociedade do conhecimento" produz? Qual o lugar do humano nesse "caos ordenado"?...

O texto sugere uma série de reflexões.

Em síntese, não precisamos de quase nada... A lógica da produção apresenta uma finalidade muito além da vida humana, segue uma dinâmica própria que contribui para afastar o homem de sua integralidade.

É preciso que se pense sobre o assunto a fim de evitar automações, portanto polaridades.

Parabéns, Fernando. Os seus poemas insurgentes são sempre mananciais de conhecimento e múltiplas experiências com a própria vida.

Beijos em todos e todas que visitam o Simplesmente Poesia :)

H.F.