Metasaudade



Se saudade é abstrata,
Palavra inexata
Essa eu desconheço
Pois a saudade da qual padeço
Tem corpo, tem peso
Tem gosto de sal
Ora sintagma coeso
Ora texto de chanchada nacional.
Conjunção dos sentidos, sobrenome
Que a meus predicados consome.
Saudade minha, exclusiva,
E ainda assim, plural.
E a tua saudade imprecisa
Mora em que tempo verbal?

Moni Saraiva

In Palavração - III Coletânea Scriptus, 2011.

14 comentários:

Wania Victoria disse...

Moni

Aahhh, este pretérito imperfeito que nos rói a alma...




Linda poesia!
Bj grande

MIRZE disse...

Lindo poema, Moni!


A saudade e seus estragos, que voc}e enfeitou docemente!

Beijos

Murze

Zilani Célia disse...

Oi moni!
Saudade, palavra sem tradução,só é sentida pelo coração!
http://zilanicelia.blogspot.com/
Abrçs

Francy´s Oliva disse...

Além de ser abstrata ela é muito mais que sentida, muitas vezes até doida
bjs

Renata de Aragão Lopes disse...

ADORO esse seu poema! : )

Beijo da Confeiteira.
http://docedelira.blogspot.com

Noslen ed azuos disse...

a saudade sempre nos pega, a minha é de (a)temporal.

ns

Vinicius.C disse...

Bom dia!!

Um lindo post gostei muito!

Que você tenha um dia abençoado!

Espero por você no Alma!

Dario B. disse...

Dificil encontrar uma palavra pra definir como gostei demais, fico devendo o superlativo. Só posso dizer que eu queria ter escrito. Um beijo pra ti e e mais um pra cada Maria. Vir aqui é sempre uma delicia, misto de prazer, admiração e aprendizado.

Renata de Aragão Lopes disse...

Eu AMO esses versos, Moninha!!!

Beijo,
Doce de Lira

O Profeta disse...

Nunca acaba o amor impossível
Dura uma eternidade
Reverbera em todas as constelações
E viaja num barco com asas de nome saudade

Nunca acaba a chegada de uma nova onda
O vento volta sempre a este lugar
Uma vela bruxuleia iluminando o caminho da fé
Um coração soletra baixinho o verbo amar

Que sejam de luz para TI todos os dias de 2012

Abraço

O Profeta disse...

Um sótão cheio de lembranças
Escrevi no pó palavras sem nexo
Retirei uma cartola de uma caixa de cartão
E senti ao toque o poder da ilusão

Ilusões…
Um cavalo de pau perdido ao carrocel
Uma estola de um bicho qualquer
Uma escultura talhada a cisel

Uma foto a preto e branco
De uma mulher sem rosto
Uma janela virada para nenhum lado
Uma traquitana a imitar o sol-posto
Terno abraço

O Profeta disse...

Um sótão cheio de lembranças
Escrevi no pó palavras sem nexo
Retirei uma cartola de uma caixa de cartão
E senti ao toque o poder da ilusão

Ilusões…
Um cavalo de pau perdido ao carrocel
Uma estola de um bicho qualquer
Uma escultura talhada a cisel

Uma foto a preto e branco
De uma mulher sem rosto
Uma janela virada para nenhum lado
Uma traquitana a imitar o sol-posto

Terno abraço

O Profeta disse...

Vem escutar a música da noite
Vem sentir a vida num piscar de olhos…

Bom fim e semana

Mágico beijo

doni seo disse...


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